O Dia Internacional da Mulher, é uma data que nos lembra da força, coragem e determinação das mulheres que transformaram e continuam a transformar o mundo. É também um momento para refletir sobre o nosso papel na construção de uma sociedade mais justa, equitativa e inclusiva, valores que estão profundamente alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o espírito do Escutismo.
Ao refletir sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é possível observar que a igualdade de género não é um objetivo isolado. Está conectada ao ODS 4 – Educação de Qualidade, porque sabemos que educar meninas é a chave para quebrar ciclos de pobreza e desigualdade. Está relacionada ao ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Económico, porque mulheres com oportunidades impulsionam economias inteiras. E está profundamente ligada ao ODS 10 – Redução das Desigualdades, porque sem igualdade de género, não há justiça social.
No escutismo, desde cedo, somos ensinados a valorizar a igualdade, a promover a inclusão e a ser agentes de mudança. Esses princípios são também a base de muitos dos ODS, como o ODS 5 – Igualdade de Género, que nos desafia a eliminar todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e raparigas.
Ao longo da história, tivemos mulheres extraordinárias que exemplificam este espírito.
Lembramos Marie Curie, uma pioneira na ciência, que abriu caminho para tantas outras mulheres em áreas dominadas por homens. Inspiramo-nos em Malala Yousafzai, uma jovem que, mesmo diante da adversidade, luta pela educação das raparigas em todo o mundo, um direito fundamental. No escutismo, temos os nossos próprios exemplos de liderança e inspiração. Olave Baden-Powell, a primeira guia de escotismo da Grã-Bretanha, mostrou que as mulheres podem e devem ser líderes em comunidades e movimentos globais.
Mas a igualdade não é apenas um objetivo a atingir, é uma prática diária. No escutismo, aprendemos que gestos simples têm impactos profundos. Um momento em que um chefe ou uma guia dá espaço para que uma jovem fale; a forma como mostramos às nossas exploradoras que elas podem subir montanhas, liderar patrulhas ou fazer nós tão bem quanto qualquer outro; ou mesmo a confiança que damos quando dizemos: “Eu acredito em ti”.
O escutismo é, por natureza, uma força global de transformação. Cada gesto de um escuteiro ou escuteira, por mais pequeno que pareça, reflete o compromisso com um mundo melhor. E é por isso que, neste Dia da Mulher, devemos celebrar não só as conquistas das mulheres, mas também renovar o nosso compromisso com a construção de um futuro mais igualitário e sustentável.
Se queremos alcançar os ODS e transformar verdadeiramente o mundo, precisamos, acima de tudo, de um espírito escutista: aquele que nos lembra que “Deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos” só será possível se caminharmos juntos, de mãos dadas, sem deixar ninguém para trás.